Nesta nova rúbrica no BLOG, tal como o título indica, VAMOS FALAR DE JOGOS, mais concretamente aqueles que terminei recentemente.
Os artigos não serão análises detalhadas e exaustivas, até porque para isso existe um segmento dedicado a esse assunto, ANÁLISES. O pretendido é relatar aquilo que eu achei da experiência no seu computo geral, destacando alguns momentos que foram mais marcantes, bem como indicar aqueles que não me agradaram tanto. Num fundo, o texto descontraído sobre aquilo que tanto gostamos, os jogos.
Shadow of the Tomb Raider: uma aventura sólida e cheia de personalidade
Shadow of the Tomb Raider, lançado para a PlayStation 4 em 2018, marca o fim da trilogia que mostrou a origem de Lara Croft, e isso nota-se no tom mais sério e contido do jogo. Não é uma aventura feita para estar sempre a surpreender com grandes explosões ou cenas exageradas, mas sim para nos colocar no papel de exploradores, atentos ao ambiente e aos pequenos detalhes à nossa volta. Não é um jogo que tente reinventar a roda, mas é uma aventura sólida que aposta forte na exploração, nos cenários impressionantes e na sensação clássica de “ser um Tomb Raider”.
Um dos grandes trunfos do jogo é a exploração. As áreas são mais abertas do que em jogos anteriores, especialmente zonas como as aldeias e a selva, onde podemos falar com habitantes, aceitar pequenas missões e descobrir segredos escondidos. Este lado mais calmo da aventura é na minha opinião um dos pontos bastante positivos, pois dá tempo para absorver o mundo e sentir que estamos realmente inseridos nele.
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| Um dos grandes trunfos do jogo é a exploração. |
As Tumbas continuam a ser outro aspeto interessante e bem característico desta franquia. Aqui, o jogo brilha ao desafiar o jogador a pensar em vez de disparar. Cada tumba apresenta puzzles bem construídos, que exigem observação, assertividade e alguma paciência. A satisfação de resolver estes desafios é grande e recompensa quem gosta de usar a cabeça mais do que os reflexos rápidos.
Visualmente, o jogo impressiona. Os cenários são ricos em detalhe, desde a vegetação densa até às ruínas antigas cobertas de musgo. A iluminação ajuda a criar uma atmosfera misteriosa e, em certos momentos, até opressiva. Mesmo na PlayStation 4, plataforma utilizada, o jogo mantém um bom nível técnico, contribuindo para uma experiência bastante imersiva.
No que toca à história, vive sentimentos contraditórios. Gostei de ver uma Lara mais introspetiva e consciente das consequências das suas ações, mais madura, mais confiante, mas ainda cheia de conflitos internos. Em contrapartida constatei que que a narrativa podia ser mais envolvente, uma vez que alguns momentos importantes passam rápido demais, enquanto certas partes menos relevantes se arrastam em demasia, o que acaba por quebrar um pouco o ritmo geral da aventura.
O combate é talvez o aspeto menos marcante do jogo. Não é mau, mas também não se destaca. Muitas situações podem ser resolvidas de forma furtiva, o que combina bem com o ambiente de exploração, mas os confrontos diretos acabam por parecer repetitivos e demasiado lineares ao longo do tempo.
Ainda assim, Shadow of the Tomb Raider cumpre bem o seu papel. É um jogo que sabe o que quer ser e não tenta ir além disso. Oferece uma aventura equilibrada, com bons momentos de exploração, puzzles bem conseguidos e um mundo interessante para descobrir. No geral é uma experiência prazerosa e agradável, apesar de não ser o jogo mais memorável da geração e talvez da franquia, mas é, acima de tudo, uma viagem que vale a pena ser vivida.
Desta vez não alcancei o troféu de Platina, porque obrigava a terminar a aventura mais do que uma vez, optando por outros níveis de dificuldade, ainda assim, consegui fazer 80% dos troféus, durante 34 horas de jogo.




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