DESPORTO: Classificação final da Liga Italiana – Serie A | Rescaldo e opinião

27.6.17


Chegou a hora de analisar a Liga de futebol Italiana - Serie A, que outrora foi o expoente máximo do futebol Europeu, mas que ano após ano vem perdendo qualidade para outras ligas atualmente mais prestigiadas como a Inglesa (Premier League), Espanhola (La Liga) ou a Alemã (Bundesliga).

Em termos pessoais sempre fui um grande adepto do futebol Italiano, inclusive sempre nutri um carinho muito especial pela Squadra Azzurra e pelo Inter de Milão, agora bastante longe dos tempos em que lutava pelo Scudetto.

A Juventus conquistou o título, o seu 6º consecutivo, mas desta vez sem larga vantagem sobre os diretos opositores, Roma e Nápoles. Foi uma época quase perfeita para a Juve, pois para além do Scudetto, conquistou a Taça de Itália (TIM Cup) e perdeu na Final da Champions contra Real Madrid.

Os atuais rivais Roma e Nápoles fizeram uma época semelhante as anteriores onde foram alternando o e 3º lugar, e deram luta até ao final, no entanto, mais uma vez não conseguiram alcançar o tão ambicionado título. De salientar pela positiva as excelentes campanhas de Atalanta que terminou num fantástico 4º lugar e da Lázio que para além do 5º posto atingiu a final da Taça de Itália, perdendo-a para a Juventus. Nota de destaque também para o Crotone que a dada altura parecia condenado à descida de divisão, no entanto efetuou uma fantástica recuperação na tabela conseguindo garantir a manutenção no principal escalão, graças a uma ponta final deveras impressionante.

Pela negativa tenho que assinalar as duas equipas de Milão, (AC Milão e Inter) que mais uma vez protagonizaram épocas para esquecer, onde nem de perto chegaram a incomodar as equipas do topo da tabela apesar de grandes investimentos realizados. Registo negativo também para a Fiorentina de Paulo Sousa, que entretanto abandonou o comando da equipa, pois não conseguiu atingir um lugar europeu e tinha potencial na equipa para alcançar esse feito. Relativamente aos despromovidos, Pescara e Palermo cedo se percebeu que não teriam grandes hipóteses de garantir a permanência na Serie A, sendo que quem o acompanhou na descida de divisão foi a equipa o Empoli quando tudo parecia indicar que iram ficar no 1º escalão, mas a recuperação fantástica do Crotone assim não permitiu.

A nível individual, o destaque vai para:

Guarda-redes – GIANLUIGI BUFFON (Juventus)

Apesar da boa época de Gigi Donnarumma (AC Milão) que vem sendo apontado como o seu sucessor natural, Buffon realizou mais uma época ao seu nível habitual, sendo um dos responsáveis pela conquista do Scudetto e pela defesa menos batida da prova. Aos 39 anos provou que a idade ainda é um posto.


Defesa direito – ANDREA CONTI (Atalanta)

O jovem lateral é o responsável por todo o corredor direito da sua equipa tendo marcado 8 golos e realizado 4 assistências. Foi um dos jogadores mais influentes em toda a manobra da Atalanta e contribui e muito para o regresso as competições europeias 26 anos depois da ultima presença. Veremos se irá continuar ou sairá para uma equipa de maiores ambições.

Defesa Central – MATTIA CALDARA (Atalanta)
Mais um jovem valor que realizou uma grande temporada sendo bastante importante na coesão defensiva, mas sem nunca descurar a possibilidade de contribuir com golos tendo apontado 7, o que para um defesa central é sempre de assinalar. É jogador da Juventus, mas vai voltar a jogar na Atalanta na condição de emprestado para o próximo ano estando previsto fixar-se na Juve apenas no final da próxima época.

Defesa Central – GIORGIO CHIELLINI (Juventus)
Apesar de não ser apreciado por muitos e também por exagerar na dureza com que disputa de alguns lances, Chiellini é um jogador chave na sua equipa e também na Squadra Azzurra. Joga sempre com a mesma intensidade e determinação num sistema com 3 defesas descaído para a esquerda ou com apenas 2 centrais, sendo fundamental para a solidez defensiva.



Defesa Esquerdo ALEX SANDRO (Juventus)
Foi dos jogadores mais influentes da Juve, jogando a defesa esquerdo ou como ala, fazendo todo o corredor sempre muito consistente e auxiliando os seus colegas do setor ofensivo. Despertou a cobiça dos maiores emblemas europeus e veremos se a Juve resiste as milionárias propostas que poderá receber.

Médio Centro – RADJA NAINGGOLAN (Roma)
Um autentico médio “box to box”, com excelentes atributos físicos, capacidade de trabalho fora do comum e enorme versatilidade, o belga é um dos jogadores mais desejado pelos grandes clubes da Premier League, onde o seu estilo de jogo combativo encaixaria bem. Para além disso, este ano conseguiu ainda marcar 11 golos na Seria A (14 no total das competições).

Médio Centro – LUCAS BIGLIA (Lazio)
Depois de um início conturbado da Lazio, onde Bielsa deixou o clube 2 antes do começo do campeonato, Biglia foi o principal aliado de treinador Simone Inzaghi tendo colocado em campo todo o seu carisma e personalidade, mostrando ser em campo um verdadeiro líder e natural capitão. Conduziu o clube a um fantástico 5º lugar e foi igualmente importante na seleção Argentina.



Médio Ofensivo – ALEJANDRO GOMEZ (Atalanta)
Se não foi o melhor jogador da época, andou lá perto, tal a qualidade de jogo demonstrada nos relvados transalpinos. Realizou a sua melhor época de sempre, marcando 16 golos e efetuando 10 assistências. Teve oportunidade de assinar em janeiro pelo AC Milão, mas preferiu ficar, veremos até quando.


Avançado – DRIES MERTENS (Nápoles)
Depois de perder Higuain e Milik se ter lesionado com gravidade, o treinador Maurizio Sarri decidiu apostar em Mertens como um falso 9, mas se calhar nunca imaginou o sucesso que essa mudança iria originar. Mertens formou com Insigne e Callejon o tridente atacante mais temível na Seire A, contribuindo com 28 golos (38 em todas as provas) a 1 do melhor marcador Dzeko e 9 passes certeiros para golo. Atraiu as atenções de grandes clubes europeus.

Avançado – EDIN DZEKO (Roma)
Depois de uma primeira época emprestado pelo Man City onde foi pouco produtivo, este ano provou toda a razão do investimento feito nele, sendo o melhor marcador na exigente Serie A com 29 golos (43 no total das competições), estando ao nível dos avançados mais produtivos de todas as Ligas.

Avançado – LORENZO INSIGNE (Nápoles)
Considerado como uns dos jogadores com mais talento da Serie A, este ano provou que deixou de ser uma eterna promessa passando a indispensável quer na sua equipa com na Squadra Azzurra. 18 golos e 9 assistências são números indesmentíveis da sua preponderância em campo.


Imagens: zerozero.pt

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