JOGOS: The Last of Us Part I | Análise

16.9.22

Recentemente tivemos acesso a mais um título, desta vez o jogo The Last of Us Part I, para a PlayStation 5, um remake de The Last of Us lançado para a PlayStation 3 no distante ano de 2013.

Produzido pelo estúdio de desenvolvimento norte-americano Naughty Dog e publicado pela Sony Interactive Entertainment, o jogo de ação-aventura The Last of Us Part I, apresenta essencialmente enormes melhorias gráficas e de jogabilidade, mas também é notório um esforço por parte do estúdio de desenvolvimento, em aumentar e expandir as opções de acessibilidade, possibilitando que mais jogadores possam usufruir e aventurar-se numa das mais belas produções jamais realizadas.

The Last of Us Part I, apresenta essencialmente enormes melhorias gráficas e de jogabilidade

De uma forma bem sucinta, a história de The Last of Us Part I centra-se nas aventuras de Joel, a personagem principal, que depois de um trágico evento familiar, fica encarregue de escoltar Ellie até a um determinado local, onde médicos e cientistas iriam estudar o seu caso de imunidade ao vírus que assolou a maior parte da população, tornando-os em zombies. No entanto, tal situação poderia colocar em risco a vida de Ellie e Joel tem de tomar uma difícil decisão que o irá acompanhar para o resto da vida. Claramente consternado, ele decide impedir a situação, resgatando-a, porém, quando questionado sobre o que aconteceu, Joel mente a Ellie, afirmando que os cientistas não conseguiram a cura e a libertaram. Já nas cenas finais, onde vivemos alguns momentos de desconfiança de Ellie com um Joel manifestamente incomodado com a falsidade, verificamos que ambos avistam de uma forma longínqua, uma pequena vila, onde se dará o seguimento da história em The Last of Us Part II, cuja review pode ser lida no link.

Correndo o risco de me repetir, o que a Naughty Dog conseguiu fazer com um tema utilizado tantas vezes pelas diversas indústrias, foi sem sombra de dúvida impressionante e marcante para qualquer jogador, seja ele casual ou o mais fanático. Quem disser que não ficou estarrecido e completamente siderado com os primeiros momentos, está a iludir tudo e todos, e atrevo-me mesmo a afirmar que até se a nossa habitação real estivesse a desmoronar, o que interessava naquele instante era saber o que se iria passar de seguida. São estes detalhes e particularidades que elevam os jogos a outro patamar e, mesmo após tantos anos, The Last of Us Part contínua bem alto nesse aspeto.

O título original na PlayStation 3, mesmo antes do The Last of Us Remastered, disponibilizado em 2014 para a PlayStation 4, já demonstrava qualidades e argumentos difíceis de igualar para as consolas daquela geração, no entanto este remake veio polir o jogo, sendo completamente reconstruído para aproveitar a tecnologia mais recente (PlayStation 5), suportando áudio 3D, o feedback tátil e os gatilhos adaptativos do controlador DualSense, mas também com novas animações e modelos de personagens para no fundo, apresentar o mesmo estilo e arte do The Last of Us Part II de 2020.

O conteúdo do jogo é a simbiose perfeita de todos os aspetos que o constituem sem nunca exagerar no que de melhor nos tem a oferecer, algo que muitas vezes ocorre noutros títulos. Em The Last of Us Part I, tudo é sumptuoso, desde o mais ínfimo detalhe, como um simples espaço sem qualquer iluminação onde o único som percetível é o dos clikers transmitindo a verdadeira sensação de agonia e desespero, ou o singelo assobio e as curtas frases proferidas por Ellie quando decidimos parar para absorver todo o ambiente em redor (a fase em que encontramos um bando de girafas derrete o mais firme dos corações), são algumas das inúmeras minudências que nos fazem emergir no universo do jogo captando toda a nossa atenção.

Em The Last of Us Part I, tudo é sumptuoso, desde o mais ínfimo detalhe, como um simples espaço sem qualquer iluminação...

O desenrolar do relacionamento de Ellie com outras personagens é encantador, sobretudo com Joel, uma ligação de ódio e menosprezo no começo que se metamorfoseia numa cumplicidade semelhante ao afeto de Pai e filha no final. Não sou o maior fã de DLCs ou expansões, mas até neste aspeto, The Last of Us Part I, é singular. O modo como a narrativa é desenrolada, recorrendo a um contato direto com Riley, brincando quer com máscaras de carnaval e pistolas de água, quer a partir vidros dos carros destruídos existentes no cenário, são algumas particularidades que elevam ao expoente máximo a diversão que sentimos.

A sonoplastia é luxuosa desde as vozes das personagens, o som envolvente dos diferentes locais onde nos encontramos, o estrépito dos infetados, mas aquela música de Sivert Henriksen é sem dúvida o clímax, o expoente máximo.

Para concluir, resta-me acrescentar que o modo multi-jogador, que até nem fez grande sucesso no título original, não se encontra disponível nesta versão, mas existem dois novos modos, o permadeath que em caso de morte, o jogo termina obrigando o jogador a começar a aventura do início e o modo para speed-runners, onde o objetivo é concluir a história no menor tempo possível.

Em suma, eleger The Last of Us Part I como o melhor jogo de sempre é trivial e comum a muitos de nós, porém, na minha opinião, é substancialmente mais do que simplesmente um jogo.

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas


 
 

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