JOGOS: Splatoon 3 | Análise

30.9.22

Splatoon 3 foi o mais recente jogo que nos chegou à redação, obviamente para a plataforma Nintendo Switch, sendo terceiro capítulo da mundialmente conhecida e idolatrada saga Splatoon.

Desenvolvido e publicado pelos próprios estúdios da Nintendo, Splatoon 3 segue a mesma linha dos seus antecessores, apresentando algumas inovações circunstanciais, mantendo a base de sucesso que encantou e cativou inúmeros jogadores espalhados por esse mundo fora.

Para os mais desatentos, Splatoon 3 é um jogo de tiro em terceira pessoa, porém a marca nipónica optou por trocar as armas de fogo, tão amiúdes no mundo dos videojogos, por armas com balas de tinta colorida, onde as personagens se metamorfoseiam numa espécie de moluscos e ao invés de outros títulos onde quem vence é a equipa que mais eliminações acumula, aqui é coroada vencedora a equipa que mais território pinta com as suas cores. Simples, prático e divertido.

Tal como os precedentes, a jogabilidade assume um papel crucial e relevante para o sucesso da franquia e em Splatoon 3 isso também se verifica. Assente num processo simples e descomplexado, mas que resulta assertivamente e com provas dadas, o jogo fluiu eficazmente proporcionando uma experiência divertida e bastante agradável. Para além de pintar a arena com as cores da nossa equipa, a nossa personagem também consegue mergulhar no espaço pintado para fugir e eliminar os inimigos, subir estruturas e ganhar vantagem na batalha.

A icónica cidade de Splatsville, serve de lobby para dar início ás escolhas para as partidas. Aí é possível optar pelo modo favorito da maior parte dos jogadores e que foi o responsável pelo sucesso obtido, até mesmo por torneiros a nível mundial, o multiplayer competitivo. Na edição deste ano o engraçado modo Salmon Run, também regressa, onde um grupo de quatro elementos se une para enfrentar hordas de incautos e até mesmo bosses. Mas talvez a principal novidade é mesmo o modo história, tão requisitado ao longo dos anos pelos fãs.

A icónica cidade de Splatsville, serve de lobby para dar início ás escolhas para as partidas.

Apelidado de Return of the Mammalians, o jogador assume o papel de Agent 3 e tem como objetivo combater o perverso e cruel exército Octariano. Sinceramente, acho que é uma boa forma de ficar a conhecer um pouco mais sobre a realidade do jogo e excelente para aqueles que estão a dar os primeiros passos nestas andanças de cefalópodes. Desta forma, o jogador pode começara a ganhar experiência gradualmente até se sentir cómodo a participar em competições mais exigente e competitivas. Ainda assim, o que está sempre garantido é sem sombra de dúvida, a diversão.

De uma maneira bem particular, o jogador vai superando os níveis, divididos em seis pequenas ilhas, onde existem puzzles ou quebra-cabeças para resolver, mas onde o principal objetivo é limpar todo o mapa de um produto tóxico e nocivo que está acumulado em determinados locais. Pelo meio, o jogador descobre e recolhe colecionáveis, desde flyers, banda desenhadas e revistas, que proporcionam informações para que se perceba o que aconteceu na região.

o jogador assume o papel de Agent 3 e tem como objetivo combater o perverso e cruel exército Octariano

Outro aspeto cativante e que se enquadra perfeitamente no espírito que Splatoon quer transmitir são as infindáveis opções de personalização que o jogador tem ao seu dispor. São realmente imensas, todas repletas de estilo e muita cor. Esta personalização permite dar um cunho pessoal à nossa personagem, tornando-a muito particular e facilmente identificável.

No campo do grafismo, Splatoon 3, também dá seguimento ao excelente legado que os títulos antecessores facultaram. Basta vislumbrar um pouco da imagem de marca, para rapidamente se perceber que a cor abunda, todas em tons garridos e intensos. Posso garantir, sobretudo para aqueles que não estão familiarizados com a temática de Splatoon, que as cores são mesmo cativantes. A colorização transmite muita vida e alegria ao cenário, que já de si só está bem delineado, estruturado e construído. Enfim, dá sempre vontade de jogar, mais, mais e mais.

Basta vislumbrar um pouco da imagem de marca, para rapidamente se perceber que a cor abunda, todas em tons garridos e intensos.

Por outro lado, os mais céticos poderão pensar, ”Mas porquê mais um título Splatoon? Sempre mais do mesmo!”. Em parte, sou obrigado a concordar. Analisando friamente e pondo de lado as circunstancias inovações, acrescentos e os polimentos cosméticos, realmente tudo é muito semelhante e análogo aos seus antecessores. Mas se formos ainda mais longe e se fizermos um pequeno exercício de memória, constatamos que isso ocorre quase sempre nos títulos clássicos com a chancela da Nintendo, correto?

Para além disso, Splatoon 3 é um daqueles títulos que perduram no tempo, daqueles que angariam gigantescas legiões de fãs e daqueles que cativam de igual forma quer os mais novos como os mais graúdos. E quando assim é, pouco há em discordar. Em jeito de conclusão e apesar de reconhecer os esforços da Nintendo em incluir o idioma Português em alguns títulos mais recentes, tais como o Nintendo Switch Sports ou o Kirby and the Forgotten Land, é com algum desagrado que registo a não existência desse idioma em Splatoon 3.

Em suma, Splatoon 3 é divertido, desafiante e viciante. Sozinho no modo história, ou acompanhado no multiplayer, certamente passará momentos de boa disposição e diversão, mas também alguma frustração, sobretudo quando experimentar o amargo sabor da derrota!

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas


 
 

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