JOGOS: LET´S PLAY AGAIN #07 - Chase H.Q.

24.4.26

De volta à rúbrica dedicada ao retro gaming, que consiste essencialmente em relembrar os jogos que nos marcaram na infância ou quando estávamos a ter os nossos primeiros contactos com este universo fantástico dos videojogos.

O objetivo não é fazer uma análise exaustiva, minuciosa e criteriosa dos jogos que serão apresentados, mas sim apenas recordar de uma forma mais casual e descontraída os bons momentos e/ou as frustrações que eles nos proporcionaram, sobretudo promovendo um debate de ideias através dos comentários do site, de uma forma salutar e bem-disposta, trocando opiniões com os leitores.

O título escolhido de hoje é o jogo de desporto de nome Chase H.Q. para o ZX Spectrum 128K, lançado em 1989.

Há jogos que ficam na memória não por serem os mais bonitos graficamente ou os mais avançados tecnicamente, mas sim por aquela sensação inconfundível de estar a jogar algo divertido e estimulante. Chase H.Q. foi, para mim e para muitos de nós, um desses jogos.

A premissa é simples e agradável. O jogador assume o papel de um polícia e tem de perseguir criminosos, a conduzir uma potente viatura, até destruir o veículo deles antes que o tempo termine. Sem grandes complicações. Sem menus intermináveis. Sem complexos. A velocidade, ou melhor, a sensação de velocidade, era o grande trunfo. Para um ZX Spectrum 128K, o jogo corria de forma surpreendentemente fluída. As estradas curvavam, os carros passavam por nós e havia aquele som de motor acelerado bem particular desta geração. As músicas e efeitos sonoros no 128K eram claramente superiores aos dos modelos anteriores

A estrutura de missões funcionava muito bem. Cada nível apresentava um criminoso diferente, com um carro mais resistente e um prazo mais apertado. O desafio crescia naturalmente, e a recompensa de finalmente destruir o último carro era genuinamente satisfatória. Mas nem tudo era perfeito, claro. A dificuldade podia ser frustrante, uma vez que em certas fases, o tempo era tão curto que parecia quase impossível chegar ao criminoso antes de o relógio esgotar. Havia momentos em que dava mais vontade de largar (ou pior!) o joystick do que continuar.

Os gráficos eram funcionais, mas não impressionantes. As cores eram poucas e o cenário repetia-se bastante de estrada em estrada, mas no contexto do Spectrum, era compreensível e aceitável. A duração também era curta. Com cinco níveis para completar, um jogador experiente podia terminar o jogo numa tarde.

Todavia, Chase H.Q. no ZX Spectrum 128K era exatamente aquilo que prometia, uma corrida de adrenalina, sem complicações, com um som fantástico e a sensação de estar mesmo ali atrás do fugitivo. Os seus defeitos existem, mas nunca foram suficientes para apagar o sorriso na cara de quem jogou. Às vezes, é isso que basta.

É caso para perguntar LET´S PLAY AGAIN?

Partilhem as vossas opiniões, recordações e memórias, caso vivenciaram esta experiência, na zona de comentários.

Podem jogar Chase H.Q. online, no link.


 

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